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Propostas do CEL incentivam a interação social no campus

A partir da apresentação feita pela equipe da Depi no Centro de Ensino de Línguas (CEL) (em abril de 2019), as professoras Maria Victoria Guinle Vivacqua e Ayako Akamine apresentaram algumas propostas iniciais que podem contribuir para as reflexões sobre o conteúdo do HIDS. “Compreendemos que o HIDS visa estimular o conceito de smart city, que pressupõe uma mudança de cultura para smart people, cuja base nos parece ser sharing (compartilhamento) e belonging (pertencimento) em um ambiente sustentável e solidário”, disseram.

As propostas das professoras do CEL seriam:

  • Organização curricular a fim de implementar projetos a serem desenvolvidos por vários institutos/faculdades e voltados para a comunidade. Salas de projetos multidisciplinares, que integrem vários cursos, com mesas redondas e acesso a redes móveis de alta velocidade para contato virtual em realidade aumentada com outras universidades, seja para a realização de aulas ou discussão e escrita colaborativa de projetos.
  • Semáforo inteligente com gravações em diversas línguas voltados à inclusão de deficientes visuais.
  • Na esfera social, ou seja, para promoção da fricção social, o CEL propõe alguns espaços em que os usuários possam socializar, usando também as línguas estrangeiras. Assim, propomos a criação de espaços inteligentes em que a realidade aumentada e a internet rápida sejam usadas como recurso para acesso à informação não necessariamente de modo canônico, isto é, através de vídeos e projeções, intervenções artísticas como happening e performance, entre outros.  Inicialmente, sugerimos:

1.1. espaço com digital boards com palavras para escrever/completar/deixar mensagens para outras pessoas (vide fotos do American writer’s museum em https://americanwritersmuseum.org/;

1.2. totens digitais com tags com seleção de línguas e temas com a finalidade de estimular a conversação entre os usuários presentes;

1.3. área de exposição de produção escrita e/ou gráfica em diversas línguas e formatos;

1.4. espaço com exposições interculturais;

1.5. espaço com jogos digitais que envolvam línguas estrangeiras.

1.5. café com menu no tablet e com evento de language day.

  • Na esfera artístico-acadêmica, a proposta é organizar eventos que possam ser transmitidos via web para compartilhamento de conhecimento e participação da comunidade externa. Assim, poderiam ser realizados eventos a distância com realidade aumentada – imersão – como se estivessem todos no mesmo espaço físico.
  • Apresentação de peças teatrais em diversas línguas com discussão realizada por professores/estudiosos dos temas das peças, em conjunto com os professores do CEL e de institutos e faculdades nacionais/internacionais.
  • Apresentação de filmes e discussão em língua estrangeira com convidados de vários institutos e faculdades nacionais/internacionais que tenham pesquisa sobre os temas em salas virtuais;
  • Espaço Tandem, sistema de aprendizado autônomo de língua estrangeira: trata-se de uma parceria entre duas ou mais pessoas na qual cada um se compromete a ensinar sua língua/cultura ao outro, com a finalidade de integrar alunos de várias culturas para estimular a intercompreensão e interculturalidade. Esse sistema poderia ainda ser atrelado aos projetos com disciplinas ministradas por professores de universidades diferentes em que alguns trabalhos pudessem ser realizados por equipes mistas, ou senão, termos disciplinas híbridas ministradas por docentes das universidades envolvidas (na FATEC-Americana já há projeto similar).
  • Atualmente, vários alunos têm procurado pelos serviços de apoio psicológico na universidade e muitas vezes se deparam com situações de risco em que não conseguem ajuda imediata. A UC (Berkeley) desenvolveu algumas iniciativas a fim de auxiliar tais problemas. Com base nisso, podemos sugerir o desenvolvimento de aplicativo para celulares que viabilizasse informações para quem se encontrasse em situações de risco. Além disso, outra proposta seria a elaboração de um guia para que os alunos fiquem atentos aos sinais de estresse e depressão a fim de não chegarem às situações de risco e receberem orientações para combater a ansiedade e pensamentos relacionados ao estresse e à depressão.

Veja a proposta na íntegra, aqui.

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