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Décima reunião ordinária do Conselho do HIDS – 09/03/2022

ATA DA 10ª REUNIÃO ORDINÁRIA DO CONSELHO CONSULTIVO FUNDADOR DO HUB INTERNACIONAL PARA O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL – HIDS

No 9º dia do mês de março de 2022, às 17 horas, fizeram-se presentes as seguintes entidades, e seus respectivos representantes, em Reunião Ordinária (em formato virtual) do Conselho Consultivo Fundador do HIDS.

Os Conselheiros: Adriana Flosi, Secretária de Desenvolvimento Econômico, Social e de Turismo da Prefeitura de Campinas, representando o Prefeito de Campinas, Dario Saadi; Germano Rigacci Junior, reitor da PUC-Campinas; Rafael Andery, Subsecretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, representando Patricia Ellen, Secretária de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo; Rui Albuquerque, assessor de relações institucionais CNPEM, representando José Roque da Silva, diretor-geral do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM); o professor Mariano Laplane, coordenador do HIDS na Unicamp, representando Antônio José de Almeida Meirelles (Tom Zé), reitor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp); Roberto Soboll, superintendente do Instituto ELDORADO; o Prof. Dr. Rodrigo Coelho Sabbatini, diretor das Faculdades de Campinas (FACAMP); Júlio Martorano, assessor executivo do CPQD, representando Sebastião Sahão Junior, presidente do CPQD; Carlos Prax, diretor do Centro de Tecnologia da Cargill América Latina; Pedro Silva, diretor financeiro da Sanasa, representando Manuelito Pereira Magalhães Júnior, presidente da Sanasa

Os convidados: o senhor Newton Frateschi, subsecretário de Desenvolvimento Econômico da Prefeitura de Campinas, o senhor Sandro Valentini, coordenador de ensino superior da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo.

Os membros das componentes de planejamento do HIDS: o professor Mariano Laplane, coordenador geral do HIDS; a professora Gabriela Celani, coordenadora da componente do Projeto Físico-Espacial do HIDS, o professor Josué Mastrodi, coordenador da componente do Modelo Jurídico, o professor Wesley Silva, coordenador da componente do Patrimônio; o professor Marcelo Cunha, coordenador da componente de Avaliação de Sustentabilidade; Thais Colicchio, consultora da Inventta; Bruno Moreira, coordenador da componente de Governança do HIDS; e Patrícia Mariuzzo, coordenadora da componente de Comunicação.

Foram convidados, mas não compareceram, Renato Povia, gerente de inovação da CPFL Energia; Franklin Gindler, presidente da Cariba Empreendimentos e Incorporação, Stanley Robson de Medeiros Oliveira, chefe geral da Embrapa Agricultura Digital; e Paulo Roberto Dallari Soares, vice-presidente da TRB Pharma.

Bruno Moreira, da Inventta, deu boas-vindas e agradeceu a presença e apresentou a agenda da reunião. Em seguida ele confirmou com os membros do Conselho do HIDS se todos receberam a ata da reunião anterior e se todos concordavam com o conteúdo registrado. Não havendo nenhuma discordância, Bruno passou a palavra para o professor Mariano Laplane, coordenador do HIDS.

Mariano Laplane agradeceu a presença de todos. Ele informou ao Conselho que o reitor da Unicamp e presidente do Conselho, Tom Zé, não pode comparecer à reunião devido a outro compromisso. Em seguida ele passou a descrever o status geral do projeto do HIDS. A SPI, consultoria contratada para colaborar na elaboração do modelo de negócios do HIDS, entregou o relatório final, documento que foi encaminhado as todos os conselheiros via e-mail. Segundo Mariano, este é um insumo importante para o projeto como um todo e para a elaboração do plano diretor. Outro relatório concluído foi o diagnóstico sobre a percepção de empresas sobre o HIDS, elaborado pela Inventta, documento que também foi enviado aos Conselheiros.

No âmbito da componente do Patrimônio, foram iniciados os trabalhos de campo por parte da consultoria que vai fazer o diagnóstico do patrimônio ambiental do HIDS. A empresa contratada é a Carbono Zero. Foi solicitada autorização para fazer este levantamento na área do CNPEM.

No âmbito da componente do projeto físico-espacial, foram iniciados os trabalhos das empresas que vão trabalhar juntamente com o KRIHS na elaboração do master plan do HIDS, a IDOM e a Demacamp. As três consultorias têm utilizado os levantamentos e estudos realizados pela equipe do projeto físico-espacial e pelos alunos e professores da Especialização oferecida pela Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo da Unicamp, e que contou com a participação da Prefeitura de Campinas e da PUC-Campinas. A entrega do produto final por parte do KRIHS estava prevista para acontecer em julho deste ano, mas o BID já considera estender o prazo para agosto. Mariano alertou que o KRIHS deve procurar as entidades do Conselho para prospectar informações para incluir no master plan para o HIDS que está sendo elaborado. Segundo Mariano, o balanço geral do andamento do projeto é muito positivo. “Estamos materializando o HIDS, para além da marca que construímos, que já é um ativo do projeto”, disse o coordenador. Em seguida, ele abriu para perguntas dos presentes.

O reitor da PUC-Campinas questionou sobre o status do modelo de governança para o HIDS.

Mariano Laplane afirmou que não houve grandes avanços. A componente do modelo jurídico, que tinha como objetivo justamente fazer uma proposta de modelo de governança, está concluído. O relatório entregue pela SPI apresenta dois pontos úteis em relação a esse tema: alguns exemplos de soluções para a governança de ambientes de inovação no Brasil e no mundo, que podem ser referência para o HIDS. O relatório também aponta possibilidades de modelos de governança adequados para o HIDS. Mariano comentou ainda sobre uma reunião que aconteceu no final do mês de janeiro, na Prefeitura, quando o HIDS foi apresentado ao Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação, representado pelo secretário Paulo Alvim. Nesta ocasião, o Prefeito Dario Saadi afirmou que era muito importante avançar primeiro na elaboração do marco legal, ou seja, da Lei de Uso e Ocupação do Solo para o Ciatec 2 e que, uma vez que este processo estivesse adiantado, a prioridade seria pensar uma solução para a governança. Mariano sugeriu que a Prefeitura também comentasse o assunto.

A secretária de desenvolvimento econômico da Prefeitura de Campinas, Adriana Flosi, tomou a palavra e explicou que o projeto de lei para o PIDS (uma área maior do que o HIDS) segue sendo discutido na Prefeitura e que ele seria apresentado em um evento sobre urbanismo sustentável no dia 11 de março para representantes de incorporadoras e do setor imobiliário. Ela também comentou que as discussões com o Ministério de Ciência e Tecnologia avançaram, foi montado um grupo de trabalho que tem discutido o planejamento urbano e incentivos fiscais para a área. Há uma reunião presencial agendada com o secretário Paulo Alvim para o dia 22 de março, para apresentar o PIDS e ver como o Ministério pode apoiar a cidade por meio de políticas públicas e trazer recursos para a cidade.

Em seguida passou-se para o item seguinte da agenda, o cronograma do KRIHS. A consultora da Inventta, Thais Colicchio, explicou que o BID está articulando todas as entregas das consultorias contratadas para atuar no projeto do HIDS. A previsão de todas as entregas foi consolidada em um cronograma único, apresentado aos membros do Conselho na reunião. A previsão das entregas é julho/agosto, mas há possibilidade de estender este prazo para setembro.

Há previsão de o KRIHS apresentar cenários já elaborados para o HIDS em um workshop que vai acontecer em abril para o qual todos os Conselheiros serão convidados (ainda será definido o formato: remoto ou presencial). Ela explicou que estes cenários foram elaborados tendo por base “inputs” da componente de trabalho do projeto físico-espacial, coordenada pela professora Gabriela Celani e da Secretaria de Planejamento e Urbanismo da Prefeitura de Campinas. O segundo workshop, já para apresentação de uma primeira versão do master plan do HIDS, está programado para o mês de junho.

O CEO da Inventta, Bruno Moreira, tomou a palavra para lembrar que é preciso ter uma estratégia clara para o segundo semestre, depois que os produtos contratados junto às consultorias forem entregues. Como viabilizar a implantação do HIDS? Como dar visibilidade ao master plan entregue? O que será feito depois de finalizada a fase do projeto com o BID? Ele reforçou o convite para que todos se apropriem do conteúdo enviado juntamente com o convite para a reunião. “Essa é uma oportunidade de moldar o que vai ser o HIDS, com a participação e contribuições de todos os atores”, disse.

Mariano também destacou a importância dos representantes do Conselho se prepararem para o workshop com o KRIHS. Ele sugeriu que essa preparação seja feita de duas formas: 1. Digerir do conteúdo dos produtos que foram sendo gerados pelas consultorias, especialmente os relatórios da SPI e da Inventta; e 2. Se perguntar qual o plano de desenvolvimento de cada entidade nos próximos cinco ou dez anos e o que estes planos demandam do HIDS. A Unicamp, por exemplo, tem que ser capaz de dizer ao KRIHS o que ela pretende fazer na Fazenda Argentina, quais são os planos para aquela área. Segundo ele, todas as entidades devem fazer estas perguntas.

Julio Martorano afirmou que o CPQD tem uma ideia definida sobre o HIDS e sobre a participação do Centro e se comprometeu a preparação para o workshop com o KRIHS.

Roberto Soboll, do Instituto Eldorado, sugeriu ter um tipo de guia para o levantamento das informações informando que tipo de informação será necessária por parte de cada instituição, considerando que elas têm naturezas diferentes.

Mariano ponderou que a sugestão é pertinente e comentou que o Instituto Coreano tem feito perguntas bastante específicas, por exemplo, quantas pessoas vão trabalhar no território, qual a área construída e que tipo de construção. A partir destas respostas eles poderão entender quais atividades econômicas serão desenvolvidas ali, além de sugerir atividades complementares como hospedagem, serviços de academia, restaurantes, qual o tipo de mobilidade etc. Ele se comprometeu a elaborar um para orientar os membros do Conselho na preparação para o workshop com o KRIHS.

O professor Germano chamou a atenção de todos para a inspiração inicial do HIDS, o desenvolvimento sustentável, sugerindo que todas as entidades considerem este conceito em seu planejamento e expectativas para o HIDS.

Soboll tomou a palavra para lembrar que todas as instituições presentes estão envolvidas com iniciativas dentro da cultura ESG, alinhada com os 17 ODS, da ONU, e com os princípios do HIDS. Para ele, esta é uma das questões que deveria estar no guia para os membros do Conselho, o plano ESG de cada instituição. Ele fez uma pergunta para a secretária Adriana Flosi sobre o que ela sabia sobre o Centro de Pesquisa Aplicada onde o governo federal teria interesse em fazer investimento.

A secretária respondeu dizendo que o governo federal tem disponibilidade de recursos Finep para três iniciativas: 1. para centros de inovação em cidades que não tinham nenhum tipo de iniciativa na área de inovação. 2. para parques tecnológicos sem atividade. 3. para um centro avançado de tecnologias estratégicas. Para ela, Campinas vai ter que adaptar o projeto do HIDS e outros na área de inovação para este terceiro tipo de recurso. Ela afirmou ainda que a Prefeitura vai apresentar um projeto para o Ministério nesse sentido.

Ela contou também que, em um evento organizado em São Paulo pela Prefeitura, para apresentar a política de incentivos fiscais para empresários, uma das perguntas feitas foi qual a pauta da Prefeitura na área ESG. O Prefeito falou sobre o HIDS como a principal pauta na área de sustentabilidade na cidade de Campinas. Ela afirmou que está muito otimista sobre a obtenção de recursos do governo federal para o projeto do HIDS e pontuou que é fundamental investir em um bom modelo de governança que consolide o ecossistema de inovação de Campinas. “Os atores que temos aqui são fortes por si só, falta alinhar o ecossistema por meio de uma governança mais eficiente”, afirmou. “O HIDS é um diferencial que temos e que vai nos colocar em outro patamar. Quanto mais estivermos unidos em torno disso, melhor. Saber as iniciativas de cada um, o que cada entidade pretende vai colaborar para construir um projeto mais consistente e convergente”, complementou.

O subsecretário de Desenvolvimento Econômico da Prefeitura de Campinas, Newton Frateschi, tomou a palavra para informar que há dois projetos sendo submetidos no edital de Parques Tecnológicos da Finep, um por parte do Parque Científico e Tecnológico da Unicamp e outro pelo Polis. Ele mencionou ainda que a Prefeitura tem a intenção de criar um espaço físico para capacitação e interação entre os diversos atores do ecossistema.

Rafael Andery, subsecretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do Governo do Estado de São Paulo reforçou a importância de um alinhamento das expectativas dos atores para a construção do master plan do HIDS. Ele informou ainda que a Secretaria está concluindo o Plano de Desenvolvimento do Estado (PDE), que vai até 2040, um documento mais abrangente, com grandes eixos estratégicos e com forte alinhamento com a Agenda 2030. A InvestSP tem recebido algumas demandas no âmbito do programa Pró Parques, cujo objetivo é um abatimento de ICMS para empresas instaladas em parques tecnológicos. Ele mencionou que este Programa não teve o resultado esperado em termos de atração de empresas, mas que ele será discutido na Secretaria e que as sugestões dos atores do HIDS serão bem-vindas. Ele informou também que a Secretaria vai lançar até o fim do mês de março a “Agenda ESG do Estado”, em parceria com a InvestSP. Segundo ele, trata-se de uma iniciativa inédita no âmbito governamental para orientar investimentos privados para alinhamento ESG. Será feito um mapeamento de investimentos ESG para entender o quão sustentáveis eles são. Ele sugeriu que seja agendada uma reunião com o Conselho para a InvestSP apresentar este plano com objetivo de gerar sinergias com o HIDS.

Mariano também informou que a Unicamp submeteu um projeto à Fapesp sobre ambientes de inovação a partir da presença de universidades. A base do projeto são os estudos feitos sobre o HIDS. O projeto está sendo avaliado pela Fapesp e pode ser uma maneira de multiplicar a experiência HIDS Campinas em outras áreas urbanas no interior do Estado de São Paulo. Ele mencionou a expectativa de que o HIDS tenha sido mencionado no PDE do Estado e reforçou a importância de Campinas – com suas universidades, aeroporto e o HIDS – para o desenvolvimento econômico do Estado de São Paulo.

Rafael Andery disse que tanto o HIDS como o CITI foram mencionados no Plano. Ele sugeriu estreitar o contato e as parcerias com a InvestSP, considerando que a Agência tem sido bem-sucedida na atração de investimentos para o Estado. Segundo ele, isso pode beneficiar o HIDS.

Adriana Flosi sugeriu conversar com a Secretaria do Estado para pensar incentivos fiscais para a área do HIDS. “Este projeto só vai dar certo se tivermos a participação dos três níveis de governo. Precisamos deste alinhamento”, afirmou a Secretária de Desenvolvimento de Campinas.

Rui Albuquerque, do CNPEM, tomou a palavra para informar sobre projetos e iniciativas na instituição. Ele contou sobre a criação de novos laboratórios no Centro e o início das aulas da primeira turma da Ilum, Escola de Ciência, que em breve será transferida para o campus do CNPEM. Também está sendo planejada a criação de um grande centro de segurança biológica. Essas propostas devem impactar no trânsito de pessoas no CNPEM e, portanto, no HIDS.

Thais Colicchio da Inventta informou sobre projetos e próximos passos do projeto do HIDS: 1. a elaboração do planejamento estratégico para o HIDS (Inventta); 2. a construção da visão de sustentabilidade; 3. projeto de monitoramento da biodiversidade na área do HIDS (laboratório vivo) (CPQD?); 4. mapeamento de iniciativas e projetos sustentáveis que estejam sendo desenvolvidos pelas instituições do Conselho ou em cooperação; 5. uma plataforma de divulgação/conexão de projetos, pesquisas e oportunidades das instituições do Conselho; 6. Organização de um evento partir das comemorações dos 30 anos da Rio92 e 50 anos da Conferência Mundial do Meio Ambiente de Estocolmo (1972) para lançar o HIDS junto à investidores, empresas, empreendedores etc. (Prefeitura Municipal). Ela se colocou à disposição para articular estas ações junto às entidades, com a expectativa de elas assumam o protagonismo de algumas das iniciativas que ainda não têm um responsável.

Mariano sugeriu agendar uma reunião técnica para estudar a viabilidade técnica do projeto de monitoramento remoto da biodiversidade do HIDS, considerando que este projeto poderia motivar agências de fomento como a Finep ou o Ministério de Ciência e Tecnologia para o financiamento de um sistema de monitoramento como esse, que possa gerar conteúdos que a cidade possa acompanhar, que gerem insumos para a educação ambiental e que coloquem o HIDS na vitrine da cidade, do Estado e do Brasil. Sobre a possibilidade de organizar um evento Rio+30, Estocolmo+50, ele destacou que associar a imagem de Campinas à sustentabilidade e inovação pode trazer inúmeros benefícios para a cidade.

A próxima reunião do Conselho está programada para o mês de junho.

Em nada mais havendo para informar, Mariano Laplane agradeceu a presença de todos e encerrou a 10ª Reunião Ordinária do Conselho Consultivo Fundador do HIDS.

Não havendo mais nada a registrar, eu, Patrícia Mariuzzo, que redigi a presente ata, finalizo o documento.

Clique aqui para baixar a ata em formato PDF.

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