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Construindo um modelo de negócios para o HIDS

Uma das metas do planejamento do HIDS para 2020 é estabelecer uma rede de relações entre empresas e instituições por meio de convênios de cooperação sendo assinados. O  HIDS discute vantagens locacionais e relacionais que possam atrair  novas empresas e instituições nacionais e estrangeiras.

O HIDS pretende constituir um ambiente com infraestrutura diferenciada onde existam vantagens locacionais e relacionais capazes de atrair novas empresas e instituições nacionais e estrangeiras interessadas em desenvolver tecnologias e  negócios respeitando o critério de sustentabilidade ambiental e de impacto social positivo. Para isso, um grupo de especialistas de diferentes áreas, sob a coordenação do professor Miguel Bacic, do Instituto de Economia da Unicamp, busca conhecer experiências consolidadas em ambientes de inovação como clusters, hubs e parques tecnológicos. Um deles é o espaço STATE.

O STATE é um hub de inovação na Vila Leopoldina, cidade de São Paulo. Com 20 mil m², ele foi construído em um prédio onde funcionava uma metalúrgica na década de 1940 tendo como referências hubs como Newlab, em Nova York, Station F, em Paris e LX Factory, em Lisboa. De acordo com Bruno Erlinger, head de negócios e conexão com ecossistema do STATE, o ideia por trás desse Hub é criar um ambiente diverso com empreendedores, corporações, cientistas, criativos, gastronomia, cidades, investidores, parques tecnológicos, consultorias, aceleradoras e veículos de comunicação, todos trabalhando juntos para escalar tecnologias de fronteira para o mercado e para a sociedade. “Acreditamos que a exposição à criatividade de todos os tipos estimula a criatividade de todos os tipos. Muitas das melhores invenções resultaram da polinização cruzada de idéias de uma indústria para outra. Aprender com o que os outros estão fazendo pode desencadear o tipo de associação aleatória em que novas idéias e processos melhores são construídos”, disse. Hoje o STATE abriga uma comunidade de startups, corporações e empresas de deep tech/hard science e economia criativa.

Um das iniciativas presentes no STATE é o centro de inovação LA FABRIQUE. Composto pelas empresas BNP Paribas, Carrefour, Edenred e Ingenico, a missão do centro é investir e acelerar empresas, startups e desenvolver projetos de tecnologia no Brasil. Líderes dos segmentos de corporate banking, varejo, soluções transacionais e meios de pagamento, as companhias de origem francesa somam suas forças para fomentar o grande potencial brasileiro de inovação e empreendedorismo, contribuindo para o surgimento de novos produtos e serviços alinhados às necessidades da sociedade.

Localização do STATE, próximo da USP e do Ceagesp onde o governo do Estado de S.Paulo pretende criar outro hub de inovação

Um dos pilares do hub é a ciência empreendedora. “Por isso buscamos aproximar a pesquisa acadêmica e científica em geral das demandas do mercado especialmente nas áreas de biotecnologia, cidades inteligentes e ciências da vida”, afirmou Erlinger. O STATE conta com um laboratório de biotecnologia mutiusuário pronto ara receber projetos.

Após conhecer o projeto do HIDS, Erlinger apontou sinergias potenciais para construção de parcerias entre o Hub que está sendo planejado em Campinas com o STATE, como por exemplo, desenvolver e compartilhar conteúdo institucional buscando dar visibilidade mútua para as iniciativas e cocriando conteúdos. Na área comercial, ele vê a possibilidade de aproximação de empresas e fundos para financiamento das várias fases do projeto e também das empresas/pesquisas que estiverem sido desenvolvidas. “No plano operacional vejo possibilidade de explorar nossas estruturas para o desenvolvimento de novos projetos e pesquisas, além da criação de programas em conjunto escalando os ecossistemas”, apontou.

Por Patricia Mariuzzo

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