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Parcerias para a criação de distritos de inovação paulistas

O governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e da InvestSP, está trabalhando para criação do CITI, Centro Internacional de Tecnologia e Inovação, que ocupará uma ampla região da capital, com uma área de 650 mil metros quadrados. O projeto está sendo implementado tem quatro fases: o IPT Open Experience, ecossistema de inovação inaugurado em 2020, o Parque Tecnológico do Jaguaré, o CDP Pinheiros, a Empresa Metropolitana de Águas e Energia e a CEAGESP.O CITI tem como objetivo criar um Vale do Silício da América Latina. Atrair empresas, investimentos e instituições de pesquisa é também o objetivo esperado a partir da criação do HIDS, Hub Internacional para o Desenvolvimento Sustentável, em uma área de cerca de 11 milhões de metros quadrados dentro da área do Polo II de Desenvolvimento (Ciatec 2). Identificar sinergias entre os dois projetos foi o objetivo da reunião virtual entre as equipes da InvestSP e de parte da equipe do HIDS, que aconteceu no dia 18 de agosto.

O encontro dá sequência à visita do diretor da InvestSP, Gustavo Diniz Junqueira, à Unicamp no mês de julho na qual ele conheceu o projeto de criação do HIDS. A InvestSP, ou Agência Paulista de Promoção de Investimentos e Competitividade, é uma organização social (OS) ligada à Secretaria de Fazenda e Planejamento e que possui um contrato de gestão com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico. Sua missão é desenvolver o Estado de São Paulo por meio da promoção de investimentos, aumento das exportações, incentivo à inovação e melhoria do ambiente de negócios.

Para a head do projeto do CITI, Daniela Rebouças, o HIDS e CITI têm dois ingredientes indispensáveis para a criação de ambientes de inovação: estar próximo a uma universidade e/ou centro de pesquisa e ter uma boa estratégia de faseamento. “Estamos falando de projetos complexos e de longo prazo. No caso do CITI, a escala que consideramos é 50 anos até a consolidação do projeto”, disse a coordenadora.

O coordenador geral do HIDS, professor Mariano Laplane, destacou a possibilidade de parcerias com a InvestSP em iniciativas para comunicar o HIDS, sua marca e os conceitos de sustentabilidade envolvidos. “Este é um projeto que demanda muita energia até ficar conhecido. Podemos aproveitar a experiência da Agência no sentido de atrair o interesse de empresas e instituições para o HIDS”, afirmou.

Há três possibilidades para ingressar no projeto: 1. A empresa se instalar no HIDS, passando a se beneficiar da proximidade com universidades, centros de pesquisas e demais atores já presentes na área; 2. Estabelecer parcerias para o desenvolvimento de tecnologias voltadas para o desenvolvimento sustentável, sem necessariamente se instalar no território; e 3. A empresa ou ente interessado associar seu nome e sua marca a este projeto fortemente comprometido com o conceito de desenvolvimento sustentável. “Hoje, o projeto, no estágio em que está, já tem despertado o interesse de empresas e instituições por conta de seu viés ligado à sustentabilidade. Queremos consolidar isso, atraindo investimentos e um perfil de empresas, universidades e centros de pesquisa que queiram compartilhar laboratórios, especialmente na área da Fazenda Argentina”, contou Laplane. Segundo ele, considerando o perfil das empresas-filhas da Unicamp, três áreas parecem mais promissoras para o desenvolvimento destes laboratórios: saúde, energia renovável e alimentos.

A reunião contou ainda com uma apresentação da professora Gabriela Celani, que mostrou o status dos estudos que têm sido realizados pela equipe do projeto físico-espacial coordenada por ela. Ela destacou que, por conta do tamanho do território do HIDS, o grupo tem se dedicado a elaborar propostas para áreas menores. “Esta estratégia se baseia no conceito de que é fundamental criar densidade urbana e áreas de transição entre os espaços públicos e privados”, destacou. Ainda segundo ela, espera-se que o HIDS se consolide como um ambiente de inovação e conhecimento de terceira geração, com forte integração com a comunidade do entorno e com vitalidade urbana.

A reunião resultou na definição de uma agenda de encontros para trocar experiências e estudos já realizados pelas equipes, especialmente na área de avalição de sustentabilidade e planejamento urbano para distritos de inovação. A expectativa é acelerar os dois projetos que devem resultar na implantação de ambientes de inovação e criatividade no Estado de São Paulo

Por Patricia Mariuzzo

Crédito da imagem: IPT
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