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Quarta reunião Conselho Consultivo do HIDS – 01/07/2020

ATA DA QUARTA REUNIÃO DO CONSELHO CONSULTIVO FUNDADOR DO HUB INTERNACIONAL PARA O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL – HIDS

No dia 1º do mês de julho de 2020, às 17 horas, em uma reunião virtual, fizeram-se presentes as seguintes entidades, e seus respectivos representantes, para a Quarta Reunião Ordinária do Conselho Consultivo Fundador do HIDS.

Os Conselheiros: a senhora Alexandra Caprioli, Secretária Municipal de Desenvolvimento Econômico, Social e de Turismo, representando o Prefeito de Campinas, Jonas Donizette; o Prof. Dr. Germano Rigacci Junior, reitor da Pontifícia Universitária Católica de Campinas (PUC-Campinas); o senhor José Roque da Silva, diretor-geral do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM); o Prof. Dr. Marcelo Knobel, reitor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp); a senhora Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Trabalho, do Governo do Estado de São Paulo, representando o governador do Estado, senhor João Dória; o senhor Paulo Roberto Dallari Soares, vice-presidente da TRB Pharma; o senhor Pedro Cláudio da Silva, diretor financeiro da Sanasa, representando o presidente da Sanasa, Arly de Lara Romeo; o senhor Renato Povia, gerente de inovação da CPFL Energia, o senhor Roberto Soboll, superintendente do Instituto ELDORADO; o Prof. Dr. Rodrigo Coelho Sabbatini, diretor da Faculdades de Campinas (FACAMP); o senhor Sebastião Sahão Junior, presidente do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPQD); e a senhora Silvia Maria Fonseca Silveira Massruhá, na condição de chefe-geral da Embrapa Informática.

Os membros das componentes de planejamento do HIDS: senhor Bruno Moreira, diretor da Inventta; a Prof.(a) Dr.(a) Gabriela Celani, coordenadora da componente Projeto físico-espacial; o Prof. Dr. Josué Mastrodi, coordenador da componente Modelo jurídico; o Prof. Dr. Marcelo Cunha, coordenador da componente Avaliação de sustentabilidade; o Prof. Dr. Marco Aurelio Pinheiro Lima, coordenador do HIDS na Unicamp; o Prof. Dr. Miguel Bacic, coordenador da componente Modelo de negócios; Patrícia Mariuzzo, coordenadora da componente Comunicação e o Prof. Dr. Wesley Silva, coordenadora da componente Patrimônio.

Os convidados: Dario Sassi Thober, presidente do Centro von Braun; o Prof. Dr. Gustavo Fraga, coordenador do Grupo HIDS da área de saúde; a senhora Patricia M. Toledo, coordenadora de inovação, da unidade Embrapii no CNPEM; a Dra. Patrícia Sanches, que atua na componente projeto físico-espacial; o senhor Rafael Marangoni, analista de inovação na CPFL; a senhora Renata de Vasconcelos Aquino, advogada do CNPEM; o Prof. Dr. Ricardo Pannain, coordenador do HIDS na PUC-Campinas; Rui Henrique Pereira Leite de Albuquerque, assessor da diretoria geral do (CNPEM), e o Dr. Vanderlei Braga, gerente da coordenadoria de georreferenciamento da DEPI/Unicamp.

Foram convidados e não puderam comparecer os conselheiros: o senhor Carlos Prax, diretor do Centro de Tecnologia da Cargill América Latina, e o senhor Franklin Gindler, presidente da Cariba Empreendimentos.

O reitor da Unicamp, Marcelo Knobel, agradeceu a presença de todos, destacando o esforço de todos em estar na reunião no momento da pandemia, quando todos têm enfrentado uma rotina intensa de compromissos online. Ele reforçou a esperança de que esse momento passe o mais rapidamente possível. Em seguida ele elencou a pauta da reunião: a assinatura do Convênio para a Criação do Hub Internacional para o Desenvolvimento Sustentável, assunto que já sido discutido na segunda reunião do Conselho, que aconteceu em dezembro de 2019, na PUC-Campinas, cujo texto já foi aprovado na Unicamp e acordado pelas demais instituições do Conselho.

O segundo tema da reunião é um relatório das atividades por parte dos coordenadores das componentes de planejamento do HIDS e um relatório do status do projeto junto ao BID. O ritmo dos trabalhos está mais lento, por conta da pandemia, mas segue se desenvolvendo.

Knobel agradeceu a presença da Secretária de Desenvolvimento Econômico da cidade de Campinas, Alexandra Caprioli, que assumiu a Secretaria em março de 2020, no lugar de André von Zuben que, até então, era o representante da Prefeitura de Campinas junto ao HIDS.

Em seguida o professor Marco Aurelio Pinheiro Lima, coordenador do HIDS na Unicamp, passou a dar alguns informes sobre o status do projeto do HIDS. Ele lembrou que, em cada uma das três reuniões anteriores do HIDS, foi celebrado um momento especial do desenvolvimento dessa ideia que é construir um distrito modelo de desenvolvimento urbano inteligente e sustentável, na forma de um laboratório vivo que visa a integração do modelo de desenvolvimento sustentável com as tecnologias disruptivas. A ideia teve início na Fazenda Argentina, mas logo “vazou” para a cidade como um todo.

A primeira reunião celebra o nascimento dessa ideia, na segunda, outro momento especial, manifestação de apoio do BID para a construção do master plan do HIDS, com o apoio do governo do Estado de São Paulo, que também é membro desse Conselho. Na terceira reunião, no Palácio dos Bandeirantes, aconteceu a assinatura do convênio entre o BID, a Prefeitura de Campinas e a Unicamp, com a presença do prefeito de Campinas, Jonas Donizetti, do reitor da Unicamp, Marcelo Knobel, e demais membros do Conselho Consultivo e do vice-governador do Estado de São Paulo, Rodrigo Garcia. Na reunião de hoje, celebramos outro momento especial, a assinatura do Convênio para a criação do HIDS, entre as instituições que compõem esse Conselho Consultivo.

Esse convênio permitirá acordo bilaterais, trilaterais e multilaterais para construir a sinergia necessária entre as instituições do Conselho que permita a construção desse projeto ambicioso.

Outro objetivo da reunião foi convidar as instituições a definir ou aprimorar o que elas desejam do HIDS e para o HIDS, considerando que falamos de um distrito modelo, e, portanto, capaz de mudar. Perguntas do tipo: O que o Estado de São Paulo gostaria de ter no distrito ou pudesse aprender em um de seus laboratórios vivos e usar nas demais regiões? De que maneira esse distrito pode virar uma ferramenta de gestão para a cidade de Campinas? Como esse distrito pode alavancar o modelo de negócio das instituições do território e de fora do território? Quais laboratórios vivos interessam para a nossa sociedade e de que maneira eles impactam o master plan? Essas são perguntas para todo o Conselho para definir o conteúdo dessa ideia.

O planejamento do HIDS tem seis componentes. Os coordenadores de cada uma delas fizeram um pequeno relato sobre as ações feitas até agora e novamente reforçar o convite para que todas as instituições indiquem representantes para compor esses grupos de trabalho.

Convênio com BID – Em relação ao convênio com o BID, Marco Aurelio lembrou que o convênio firmado com o Banco não permite o repasse de recursos diretamente para a Unicamp ou para a Prefeitura de Campinas. O apoio de US$ 1 milhão deve ser gasto por meio de contratos de consultorias especializadas. Esses contratos estão em fase de contratação. São quatro consultorias: a da PUC-Campinas, como coordenadora do planejamento do modelo jurídico. A área de planejamento do HIDS tem um total de 11,3 milhões de metros quadrados. Desse total, quatro milhões pertencem à Unicamp, 1 milhão ao CNPEM e o restante são área privadas. Isso confere a esse projeto um grande desafio de integração de interesses públicos e privados. Portanto, trata-se de um modelo crucial que terá que ser submetido à Câmara dos Vereadores, na forma de uma Lei de Zoneamento. O segundo contrato é para a área de Comunicação, coordenada pela jornalista Patricia Mariuzzo. O terceiro contrato pelo BID é para um apoio técnico para a componente de avaliação de sustentabilidade e o quarto é de uma empresa externa para cuidar da gerência do projeto de planejamento como um todo, no sentido de dar mais agilidade a todos os processos. Essa gerência será feita pela Inventta, representada por seu presidente, Bruno Moreira.

Outra contratação importante é a da empresa indicada pelo BID, que fará o planejamento físico-territorial. Será uma empresa coreana que vai trabalhar em conjunto com a componente de planejamento físico-espacial, coordenada pela professora Gabriela Celani. Marco Aurelio pontuou que isso será importante tanto para reagir às entregas dessa empresa como para colocar as ideias discutidas aqui nesse planejamento.

Na Unicamp foi criado uma espécie de residência em arquitetura cujo tema será o planejamento do HIDS. O objetivo é fortalecer a equipe da componente físico-especial com recursos humanos qualificados e garantir o protagonismo do Conselho ao longo do planejamento.

Foi acordado com o BID, por meio de um termo de referência, que todas as decisões de planejamento serão submetidas ao Conselho.

Laboratórios-vivos – A Unicamp criou uma estratégia, por meio de conversas com a comunidade interna da Universidade, para definir o que ela deseja do HIDS. Essa estratégia está baseada no conceito de laboratórios vivos, melhor maneira da Unicamp, com sua pesquisa e recursos humanos, de contribuir com os mais diferentes temas desses laboratórios.

Entre os exemplos de laboratórios já em andamento na Universidade está o na área de energia por meio de uma parceria consolidada com a CPFL. Estão sendo feitas medições de consumo de energia, instalação de um parque fotovoltaico, substituindo 2% da energia consumida na Universidade. Esse é um laboratório que pode ser expandido por todo o território do HIDS para ser algo agressivo e interessante.

Dentro do espírito do HIDS, a CPFL poderia trazer novas tecnologias de distribuição de energia como modelo para esse território.

Outro laboratório que também está sendo construído é um Centro da Água, em parceria da Unicamp com a Sanasa, a partir de um projeto submetido à Fapesp. Nossa ideia é que esse projeto transborde para um grande laboratório sobre consumo de água, estratégias de distribuição, reuso e saneamento básico.

Outro tema de laboratório que estamos explorando na Unicamp, e que também é um convite para o Conselho participar, é sobre direitos humanos. Em sua gestão, Marcelo Knobel criou uma diretoria de direitos humanos que está testando ideias dentro da Universidade. Essas ideias e projetos também podem ser ampliadas para todo o distrito no sentido de ter um olhar orientado pelo respeito aos direitos humanos.

Há também uma ideia que está sendo desenvolvida em parceria com o Centro von Braun na área de monitoramento, coleta de dados e segurança sem muros, por meio de uma plataforma baseada em IoT.

Finalmente, um dos temas nos quais temos trabalhado é da criação de um laboratório vivo na área de alimentos com a ideia de reserva uma área na Fazenda Argentina para o plantio de alimentos de uma maneira sustentável. Esse projeto está sendo construído com a participação da Faculdade de Engenharia de Alimentos (Feagri), Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA), considerando também a fase de processamento de alimentos e ainda da Embrapa e da Cargill.

Laboratórios na área de economia circular, saúde e bem-estar, complexo de saúde de alta complexidade são outros temas que foram discutidos. O Conselho está convidado a sugerir outros temas de laboratório vivos para serem construídos em conjunto com as instituições do HIDS.

Parques tecnológicos – Marco Aurelio também relatou que o grupo de trabalho da componente de negócio iniciou um diálogo com representantes dos três parques tecnológicos que estão dentro do território do HIDS (Polis/CPQD, Parque Tecnológico da Unicamp e Global Tech) com objetivo de identificar sinergias para melhorar a atuação dos três parques. O CNPEM também poderá trazer contribuições a partir da sua área de atuação, assim como demais instituições como a TRB Pharma e a Cargill, com seu centro de desenvolvimento de tecnologias.

Em seguida, Marco Aurelio mostrou a página no site do HIDS dedicada a registrar o trabalho das componentes de planejamento do HIDS. Ele mostrou as equipes formadas até o momento e convidou novamente os representantes das instituições a indicarem representantes para trabalharem em cada uma das componentes, lembrando que o produto final dos próximos meses é o planejamento físico-espacial e isso depende de decisões feitas agora. Por isso é importante apontar expectativas de conteúdo do HIDS desde já.

Em seguida, os coordenadores de cada componente fizeram apresentações sobre o trabalho de cada grupo.

Patricia Mariuzzo informou aos membros do Conselho que foram feitas quatro reuniões do grupo com a participação das instituições do Conselho. Foi estabelecido que, em uma primeira etapa do trabalho, o foco atividades de comunicação é informar o Conselho Consultivo do HIDS sobre o planejamento. Em segundo lugar, é ampliar o conhecimento sobre o projeto para um público mais amplo, por meio de uma narrativa sobre sustentabilidade, geração de valor e o desenvolvimento de laboratórios vivos nesse território. Dentre as atividades planejadas estão: acompanhamento das atividades das componentes de planejamento do HIDS com a finalidade de dar publicidade às ações por meio, entre outras ações, da publicação de relatórios e de documentos gerados ao longo do trabalho das componentes; apoio na organização de workshops e eventos; criação de um newsletter para o Conselho e de uma série de vídeos com depoimentos dos membros do Conselho (Minuto HIDS); série de reportagens explorando áreas e temas potenciais para o desenvolvimento de laboratórios vivos no HIDS; manutenção e ampliação da presença do HIDS nas redes sociais; elaboração de releases; apoio na organização de eventos: consultas públicas, workshops de laboratórios vivos, roadshows para empresas; nova identidade visual do HIDS e produção de vídeo institucional e a elaboração de um plano de comunicação estratégica do HIDS (em parceria com o grupo de comunicação do HIDS).

O professor da Faculdade de Direito da PUC-Campinas, Josué Mastrodi, que coordena a componente modelo jurídico, explicou que o grupo está trabalhando na redação de propostas de projetos de lei para instituição do HIDS que devem considerar: isenções fiscais para pesquisa, inovação e desenvolvimento; estruturação de parque tecnológico; criação ou autorização de pessoa jurídica para governança do espaço; proteção ambiental, sociocultural e urbanística e um projeto urbano para desenvolvimento da área. Ele informou que os projetos de lei sobre isenção fiscal estão mais adiantados, devendo ser apresentados no início de julho. Que os modelos da estrutura do parque tecnológico e a estrutura de proteção urbanística, ambiental e sociocultural devem ser apresentados até o fim do mês de julho. Que a proposta de uma estrutura da governança deve ser apresentada entre julho e agosto e que o modelo de projeto urbano deve apresentado entre julho e agosto deste ano.

O coordenador da componente modelo de negócio, professor Miguel Bacic, explicou que a perspectiva é que o HIDS seja uma grande plataforma através da qual diversos atores ajudarão a gerar valor para a sociedade e naturalmente, se apropriar de valor. Por exemplo: sociedade, civil, parceiros do entorno, empresas, governo municipal e estadual, empreendedores, ICTs, investidores, agentes de fomento, estudantes etc. Na primeira etapa (2020 e 1 º trimestre 2021), o objetivo é criar as bases para obter sinergia coletiva. Para tanto é fundamental desenvolver inter-relações entre as instituições/empresas/governo municipal e estadual de forma a construir um tecido relacional e institucional dentro do HIDS e levantar informações para o programa urbanístico. Segundo ele, todas as instituições/empresas que façam parte do HIDS devem participar. Os resultados dessa etapa incluem a definição das relações estabelecer entre as I/E do HIDS; contratos entre os membros a efetuar, definição do setor/pessoa de cada instituição que será o órgão de recepção permanente das demandas dos membros do HIDS (concierge). Ele informou ainda que foi elaborado um questionário que será base para as discussões e que as reuniões serão iniciadas em agosto de 2020.

O professor do Instituto de Biologia da Unicamp, Wesley Silva, informou sobre o andamento dos trabalhos da componente Patrimônio ambiental e cultural do HIDS. Até o momento foi formada uma equipe interdisciplinar, com mais de 20 pessoas, número representativo das demandas impostas pelo projeto, que exigem diversas especialidades voltadas para uma caracterização precisa do patrimônio ambiental e cultural do HIDS. Ele informou ainda que o conhecimento do patrimônio é fundamental para que o HIDS atinja seus objetivos de sustentabilidade e isso será a base para todas as demais ações planejadas em conjunto para o projeto já que as demais componentes vão construir seus respectivos projetos a partir dessa base de conhecimento sobre o patrimônio ambiental e cultural. Ele fez questão de frisar o desejo de que o termo sustentabilidade não caia no lugar comum e que, embora componha o nome do próprio projeto, que ele não seja apenas parte de um discurso mercadológico. “Queremos que a sustentabilidade seja, de fato, a essência do nosso projeto”, disse Wesley Silva. Ele informou que a primeira reunião com todo o grupo aconteceu em maio, quando já foram atribuídas tarefas específicas a todos e destacou que o trabalho depende da participação das demais instituições do Conselho do HIDS já que todas poderão contribuir para a caracterização desse patrimônio. Até o momento participam do grupo: Cargill, Cepagri Unicamp, CPQD, Embrapa, Prefeitura Municipal de Campinas, PUC-Campinas e a Unicamp. Ele reforçou, no entanto, a importância de ampliar essa participação e encorajou a participação de todos os atores. Algumas áreas a serem investigadas são serviços ambientais, a espinha dorsal de qualquer projeto de sustentabilidade, e ainda, biodiversidade, geologia, solos, história, memória etc. As ações prioritárias desse grupo de trabalho e que devem ser realizadas até o fim do ano são: elaboração de web map do território HIDS; diagnóstico de vegetação e fauna; mapeamento dos serviços ecossistêmicos; levantamento geológico-climático; mapeamento geotécnico, caracterização de aquíferos e levantamento de dados secundários.

Em seguida o coordenador da componente de trabalho de avaliação de sustentabilidade, o professor Marcelo Cunha, explicou que, partindo do princípio que a sustentabilidade é um pilar que faz parte da essência do HIDS, faz-se necessária uma estratégia para avaliar a sustentabilidade de todas as ações do HIDS de modo permanente. Deste modo, a componente “Avaliação de Sustentabilidade”, no projeto de planejamento do HIDS, foi concebida com esta finalidade e, sendo assim, está articulada com todas as outras cinco componentes do projeto. Os membros indicados pelo Conselho Consultivo propuseram, na primeira reunião desta componente (em 4/2/2020), os seguintes objetivos: propor uma metodologia (plataforma) para a avaliação de sustentabilidade do HIDS; aplicar esta metodologia para as outras componentes de planejamento do HIDS como, por exemplo, a concepção do planejamento físico-territorial do HIDS; propor a implementação de uma estratégia para tornar perene o Laboratório Vivo de Avaliação de Sustentabilidade no HIDS. A metodologia que guia o trabalho dessa componente está baseada nos princípios da Análise de Ciclo de Vida, considerando-se todos os efeitos diretos e indiretos associados às cadeias produtivas de todos os bens e serviços que integrarão as ações do HIDS, incluindo seus laboratórios vivos; no conhecimento e a experiência de cada uma das instituições que formam o Conselho Consultivo Fundador do HIDS na avaliação de sustentabilidade e nas recomendações do Pacto Global, que é uma iniciativa proposta pela ONU para encorajar empresas a adotar políticas de responsabilidade social corporativa e sustentabilidade através de dez princípios universais. Na segunda reunião desta componente, em 23/4/2020: foram compartilhados os princípios das metodologias de avaliação de sustentabilidade de algumas instituições que formam o HIDS e foi proposto um cronograma para as atividades a serem realizadas. A terceira reunião de trabalho da componente de Avaliação de Sustentabilidade deverá ocorrer logo após a quarta reunião do Conselho Consultivo Fundador do HIDS, tendo como objetivos principais a discussão do cronograma apresentado anteriormente, bem como a apresentação da metodologia de avaliação de sustentabilidade de outras instituições do HIDS.

Em seguida, a professora Gabriela Celani, falou sobre o andamento das atividades da componente do planejamento físico-especial do HIDS. Informou que foi feita uma reunião, antes da pandemia. Desde então, os esforços têm sido no sentido de organizar a equipe executiva que vai desenvolver juntamente com a equipe do escritório coreano que, por sua vez vai contratar um escritório local, no Brasil. A ideia é desenvolver um projeto participativo, com esses dois escritórios. O papel dessa componente é, partindo do princípio que o HIDS vai ocupar um território com características tão especiais, é fugir de um projeto urbanístico convencional. A professora afirmou que o objetivo é criar um projeto ligado à ciência e aplicar o conhecimento mais avançado possível sobre o espaço construído. A equipe envolve professores da PUC e da Unicamp. Também vão compor a equipe os alunos da especialização que foi criada na Unicamp especialmente para apoiar o planejamento do HIDS. Também serão trazidos alunos de pós-graduação, como uma aluna de pós-doutorado da FEC Unicamp, com bolsa da Fapesp, a Patricia Sanches, que desenvolveu o doutorado na Esalq, estudando casos de cidades em várias regiões do mundo com diferentes tipologias de ocupação de uma quadra e a qualidade dos espaços verdes e ambientes e o conforto térmico. Esse é um tipo de estudo que deve estar presente no planejamento físico-espacial do HIDS. Outra atividade desenvolvida nessa componente foi o workshop do professor Fabiano Lemes, do Colégio Politécnico de Milão, cujo tema foi a aplicação no HIDS de soluções baseadas na natureza. Ela explicou ainda os aspectos que serão trabalhados em conjunto com o escritório coreano, os aspectos que serão desenvolvidos pelo grupo de trabalho da componente e os momentos em que a participação da comunidade será essencial para o planejamento para constituir, de fato, um processo participativo. Ela destacou ainda, a forte interação com as demais componentes, especialmente com a do diagnóstico ambiental. O conceito do projeto tem que ser construído de forma conjunta, elaborar cenários possíveis, apresentar esses cenários e gerar novas discussões”, disse. Nas etapas finais de uma proposta de ocupação da área, o trabalho juntamente com a componente do modelo jurídico será intensificado com objetivo de fazer uma proposta de legislação que possa garantir a implementação desse projeto. Finalmente, ela destacou que a equipe terá uma tarefa muito importante que é a comunicação para a sociedade, por meio de exposições, sites, produção de imagens e documentos visuais que possam comunicar de maneira eficaz como o futuro desse local está sendo imaginado. A secretária de desenvolvimento de Campinas, Alexandra Caprioli, expressou a preocupação com o pouco envolvimento da Prefeitura nas atividades do planejamento. Ela destacou que todas as instituições devem “abraçar” o projeto e que ela vai trabalhar para que isso aconteça na Prefeitura a partir da indicação de pessoas para atuarem em todas as componentes.

Em seguida, a Patricia Ellen, da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do governo do Estado de São Paulo, tomou a palavra. Ela reforçou o compromisso do governo do Estado de São Paulo com a implementação do HIDS e parabenizou o esforço de toda a equipe, em especial, no momento da pandemia. Ela destacou com um desafio e uma oportunidade é a captação de recursos para financiamento do projeto e para sustentabilidade dele no longo prazo. Desafio pela crise que estamos enfrentando, oportunidade pela ausência do Brasil na agenda internacional de captação de recursos para projetos de desenvolvimento sustentável. Ela sugeriu um esforço de discutir com potenciais financiadores, como por exemplo, o fundo da Noruega, entre outros. Ela colocou a estrutura institucional do governo do Estado à disposição do projeto para levar em frente essa ideia, lembrando dos compromissos do Estado com o Acordo de Paris e com o desenvolvimento econômico sustentável. Nesse sentido, ela sugeriu convidar um representante da Secretária do Meio Ambiente para fortalecer essa agenda e organizar uma série de roadshow virtual com esses fundos para apresentar o projeto e reforçando o compromisso do Estado com ele.

Gustavo Fraga, médico, professor da FCM Unicamp e representante da área da saúde no HIDS, pediu a palavra e explicou que estão sendo feitas uma série de estudos e ações para criar parcerias e oportunidades para a área de saúde no HIDS. Esse movimento tem ganhado ainda mais destaque por conta da pandemia e seus efeitos na Região Metropolitana de Campinas, que tem mostrando a necessidade de investir e desenvolver seu sistema de saúde, tanto por meio do SUS quanto pelo sistema de saúde suplementar. Ele destacou que na área de saúde o HIDS é uma realidade no sentido de que se deposita muita esperança de criar nesse território soluções voltadas para o futuro da saúde. Para isso as parcerias serão fundamentais, bem como a estabilidade do projeto, independentemente dos gestores. A pandemia tem criado novos cenários e acelerado alguns movimentos, como por exemplo, o da tele saúde.

Convênio entre as instituições do HIDS – O professor Marco Aurelio retomou a palavra para lembrar que a ideia de elaborar o convênio surgir como uma sugestão do governo do Estado de São Paulo. O objetivo foi criar um modelo de convênio mais generalista, sem envolver valores de modo a garantir a adesão de todas as instituições e incentivar o surgimento de parcerias e de novos convênios, esses, mais específicos. “O espírito é ser um guarda-chuva para abrigar as relações que podem ser nos mais diversos níveis entre as instituições, sendo esse um convite para aprofundar as sinergias”, disse. Com o amadurecimento do HIDS, o Conselho Consultivo deve evoluir para um Conselho Deliberativo, o que exigirá um novo modelo de convênio, algo que está no escopo de trabalho da componente do modelo jurídico.

Laboratório vivo Centro von Braun – Em seguida, o presidente do Centro von Braun, Dario Sassi Thober, tomou a palavra para explicar o projeto de criação de uma plataforma de internet das coisas que pudesse alcançar todo o território do HIDS. Ele explicou que já está em andamento a construção dessa plataforma no âmbito da Campanha Unicamp Solidária-Cestas Básicas, por meio da aproximação de soluções que o Centro vem desenvolvendo há alguns anos na área de internet das coisas que tem se expandido rapidamente. Um dos exemplos de tecnologia do Von Braun, muito conhecido é o sistema de pedágios desenvolvido em parceria de mais de 10 anos com o governo do Estado de São Paulo. Esse é um sistema de IoT complexo, que se estende para todos os estados do Brasil e que movimento de R$ 5 bilhões em transações, com protocolos de segurança que se aproximam do conceito de blockchain e muitos dispositivos, como a etiqueta do Sem Parar, que também foi desenvolvido pelo Centro von Braun. O projeto tem se expandido para outras aplicações e também para empresas, especialmente na região de Campinas. Na conversa com a Unicamp, foi pensada a utilização dessa base tecnológica dentro do conceito de laboratório vivo. A partir dessas discussões estão sendo desenvolvidos e lançados alguns programas em parceria com a Unicamp e com a Prefeitura de Campinas usando essa base de dispositivos para contribuir para experimentos na área de sustentabilidade, aplicações IoT e cidades inteligentes. Ele destacou a vantagem de já existir uma infraestrutura robusta de sistemas captura de IoT que podem ser integrados com os da Prefeitura e do Governo do Estado. Há várias empresas e instituições que podem ser integradas. A Unicamp e seu entorno se constitui em um ambiente adequado para testes, com controle, um contexto de rastreabilidade e monitoramento mais amplo. Isso pode ser feito imediatamente. O projeto em andamento junto à Prefeitura tem sido bem-sucedido, com a adesão de centenas de usuários todos os dias.

Marcelo Knobel sugeriu amadurecer a ideia do laboratório vivo do Centro von Braun por meio de novas discussões, mas destacou a oportunidade de colocar à disposição do HIDS e da cidade um sistema robusto de coleta e monitoramento de dados com IoT, mesmo antes do planejamento do HIDS estar mais maduro. “Temos que integrar essas sugestões em todos os grupos de trabalho para explorar como cada um deles podem colaborar. Mais do que nunca, eles são necessários, para medir, por exemplo, o grau de isolamento social, para entender a disseminação da pandemia em determinado território etc., a tecnologia é fundamental para isso”, disse. Agradeceu a presença de todos e informou que os próximos passos incluem seguir os trabalhos nos diferentes grupos e coletar a assinatura dos demais membros do Conselho, após a assinatura da Unicamp, que aconteceu na reunião.

Em nada mais havendo por informar, o reitor Unicamp deu por encerrada a Quarta Reunião Ordinária do Conselho Consultivo Fundador do HIDS

Não havendo mais nada a registrar, eu, Patrícia Mariuzzo, que redigi a presente ata, finalizo o documento.

Clique a seguir para ver a apresentação feita durante a reunião.

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