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Tecnologia para avaliar sustentabilidade no HIDS

Uma parceria com o Instituto de Computação da Unicamp deve ajudar na criação de uma plataforma de avaliação de sustentabilidade para analisar todos os projetos do HIDS, mesmo em sua fase de planejamento.

Avaliação de sustentabilidade é um dos componentes de trabalho do planejamento do HIDS. Coordenada pelo professor do Instituto de Economia da Unicamp, Marcelo Cunha, seu objetivo é uma propor uma estratégia para avaliar a sustentabilidade de todas as ações do HIDS de modo permanente. “A sustentabilidade é um pilar que faz parte da essência do HIDS, daí a necessidade de pensarmos em uma metodologia para avaliar isso desde o planejamento do Hub, levando-se em consideração os aspectos dos 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da ONU”, disse.

Entre as entregas dessa componente de trabalho está o desenvolvimento de uma plataforma para avaliação da sustentabilidade de todo o conteúdo proposto para o HIDS. Ela também vai servir para avaliar as ações que vão surgir ao longo do tempo. “Por exemplo, se uma montadora quiser compartilhar o desenvolvimento e os testes de um protótipo de veículo autônomo na área do HIDS, nós vamos analisar toda a sua cadeia de produção, buscando identificar os elos mais frágeis em termos de sustentabilidade”, explicou Cunha. Segundo ele, a ideia é já ter uma versão preliminar dessa plataforma em outubro desse ano.

A plataforma de avaliação de sustentabilidade também será fundamental no acompanhamento dos laboratórios vivos que devem ser desenvolvidos no HIDS cuja proposição é a de ser um “distrito modelo de desenvolvimento urbano sustentável e inteligente na forma de laboratório vivo”. Conforme apontou Marcelo Cunha, já estão sendo estudadas algumas propostas para o HIDS. Por exemplo,  na área de energia, a partir de parcerias com a CPFL e com o projeto Campus Sustentável, por meio do qual se pretende obter economia gradativa com gastos em eletricidade na Unicamp. “Essa plataforma pode incluir os dados de uso de energia na Unicamp e em outras instituições do HIDS. Isso pode ser feito nas mais diversas áreas como uso de água e descarte de resíduos”, afirma Cunha.

A professora Juliana Freitag Borin, do Instituto de Computação da Unicamp (IC), vai liderar uma equipe de trabalho com alunos de graduação e de pós-graduação que vai desenvolver sistemas computacionais para tornar essa plataforma acessível pela internet para qualquer pessoa no site do HIDS. De acordo com ela, a parceria deve possibilitar o desenvolvimento de um framework computacional com dados vindos de várias bases. Os principais desafios do projeto são lidar com a heterogeneidade dos dados vindos de diversas fontes (por exemplo, dispositivos IoT, bancos de dados com formatos distintos, representações de dados distintas) e as questões relacionadas à segurança e privacidade dos dados.”É possível que parte destas informações sejam sigilosas e, por isso, precisamos garantir que não haja acessos indevidos”, disse.

O desenvolvimento da plataforma deve incluir ferramentas de inteligência artificial para facilitar a alimentação e análise automática e em tempo real. Segundo a professora do IC da Unicamp, o principal ganho com o uso de IA neste contexto está na possibilidade de se prever indicadores de sustentabilidade futuros com base na análise de dados históricos associados a dados recebidos em tempo real. “Essa previsibilidade permite tomada de ações preventivas ao invés de reativas”, explica Juliana.

Algumas experiências com sensores já estão sendo conduzidas no campus da Unicamp em Barão Geraldo, por meio da Câmara Técnica de Gestão de Campus Inteligente (CTGCIn), um grupo de trabalho que reúne docentes e colaboradores com expertise em temas como Internet das Coisas (IoT), cidades inteligentes, mineração de dados e geomática. A professora Juliana Borin é a coordenadora desse grupo de trabalho que também envolve alunos da Unicamp. “Essas parcerias fazem com que os alunos do IC tenham contato com o assunto sustentabilidade e reflitam sobre como as TICs (tecnologias de informação e comunicação) podem apoiar o desenvolvimento sustentável. Além disso, a participação em projetos que resultam em uma solução para um problema real costuma motivar os alunos”, finalizou.

 

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