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Unicamp busca fortalecer parcerias para consolidar HIDS

No último dia 03 de abril, o reitor da Unicamp, Marcelo Knobel, e o diretor da Depi, Marco Aurelio Pinheiro Lima, apresentaram o projeto do Hub Internacional para o Desenvolvimento Sustentável – HIDS – para uma comitiva do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais. O objetivo foi convidar o CNPEM a trazer sugestões sobre sua participação na iniciativa de construção de um distrito sustentável na região do Polo de Alta Tecnologia de Campinas, ou Ciatec 2, que compõe uma área vizinha à Unicamp e se estende até as margens da Rodovia Campinas-Mogi-Mirim. “Eu diria que esse projeto é uma atualização da visão que o professor Rogério Cerqueira Leite teve há alguns anos quando criou a Ciatec, algo bastante inovador já naquele momento”, disse o reitor da Unicamp, Marcelo Knobel, na abertura da apresentação.

Crédito: João Marques

Ainda na década de 1980, o professor emérito da Unicamp, Rogério Cerqueira Leite, atualmente presidente do Conselho de Administração do CNPEM, idealizou a criação de um polo de alta tecnologia na cidade de Campinas, que pudesse ser instalado em uma área próxima a centros de estudos e pesquisas como a Unicamp e a PUC-Campinas. Cerqueira Leite apostou em um modelo que já existia, por exemplo, no Vale do Silício, na Califórnia, de reservar uma região da cidade para o desenvolvimento da indústria avançada e de alta tecnologia. Assim, em 1983, no governo do prefeito Magalhães Teixeira, foi criada a Companhia de Desenvolvimento do Polo de Alta Tecnologia de Campinas (Ciatec), responsável por administrar o Polo 1, instalado às margens da Rodovia D.Pedro I, perto do entroncamento com a Rodovia Anhanguera, e o Polo 2, citado acima, criado em 1992.

O diretor da Depi, lembrou que, graças à iniciativa de Cerqueira Leite, essa área acabou sendo poupada de processos de especulação imobiliária que atingiram áreas próximas. Para Knobel, além de recuperar o conceito pensado por Cerqueira Leite, um hub internacional que englobe a Unicamp e toda a área adjacente pode trazer resultados muito positivos para a cidade. De acordo com Lima, a ideia de criar um hub, inicialmente pensado para a Fazenda Argentina, contígua ao campus da Unicamp no Distrito de Barão Geraldo, foi motivada pelo desejo de fazer um planejamento que resultasse em algo diferente do que temos hoje na Unicamp, para além de uma simples expansão física da universidade. “Escolhemos o nome HUB exatamente porque queremos que esta iniciativa tenha muitos proprietários, inclusive o CNPEM”, destacou.

No estágio atual dessa iniciativa estão sendo colhidas sugestões na comunidade da Unicamp e sendo feitas consultas junto à comunidade externa, como a Prefeitura Municipal de Campinas e a Câmara Municipal. A PUC-Campinas já aderiu à iniciativa e também está fazendo consultas internas para gerar ideias para o que virá a ser o conteúdo desse hub. O Banco Interamericano de Desenvolvimento, BID, deve fazer um aporte financeiro para a elaboração do máster plan de toda a área.

Acordo – Esses diálogos devem resultar em um acordo que deve assinado por todos os atores envolvidos, definindo os termos da ocupação e governança do HIDS. Esse acordo deve garantir continuidade no longo prazo para o modelo de ocupação e planejamento que vier a ser definido. “Precisamos criar um projeto que chame a atenção dos setores público e privado para que eles entendam que vale a pena fazer o investimento em um distrito sustentável e inteligente”, pontuou Lima. “O fato dessa área abrigar laboratórios nacionais, como o Sirius, certamente é um diferencial nesse sentido, com potencial para alavancar esse interesse”, completou.

O professor Rogério Cerqueira Leite se disse favorável ao projeto: “Achei a ideia muito boa! Minha sugestão é discutir o tema internamente no CNPEM. Precisamos fazer uma discussão na diretoria e depois fazer uma proposta para o Conselho Administrativo”, disse. Ele convidou o professor Marco Aurelio Lima a fazer uma apresentação no CNPEM e sugeriu que no planejamento do conteúdo do hub seja considerada a possibilidade de um tipo de governança compartilhada com outros atores, além da Prefeitura de Campinas.

Por Patricia Mariuzzo

DEPI/Comunicação

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