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Vídeo marca a celebração do Dia Nacional da Conscientização sobre as Mudanças Climáticas

O Centro de Pesquisa em Genômica Aplicada às Mudanças Climáticas (GCCRC) uma parceria entre o Centro de Biologia Molecular e Engenharia Genética da Unicamp e a Embrapa, lança o vídeo de animação “Do gene ao campo” para chamar a atenção para o Dia Nacional da Conscientização sobre as Mudanças Climáticas. A data foi criada em 2011 para alertar a população brasileira para a crise climática. Esta iniciativa se alinha ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 13 que destaca as ações contra as mudanças climáticas globais.

A animação apresenta a abordagem de pesquisa baseada no estudo de genomas de plantas e microrganismos da biodiversidade brasileira que podem inspirar a produção de novas variedade agrícolas mais tolerantes às mudanças climáticas, sobretudo a seca. “Vivemos atualmente um desafio duplo que é produzir alimentos para sustentar a crescente população humana num planeta submetido às adversidades impostas pelas mudanças climáticas globais”, explica o Prof. Paulo Arruda, da Unicamp e coordenador do GCCRC.

Trata-se do terceiro vídeo no formato de animação do GCCRC. O primeiro foi lançado no dia do Microbioma (27/06) e destacou o potencial de comunidades de fungos e bactérias que habitam as plantas na resistência à seca. O segundo, lançado para celebrar o Dia da Terra (22/04), apresentou as Velózias, plantas que ocorrem na região central do Brasil, nos Campos Rupestres, que são naturalmente resistentes a secas prolongadas e solos pobres em nutrientes.

O vídeo de quatro minutos também pode ser encontrado com legendas em inglês.

“A ideia que queremos trazer neste conjunto de animações é de que, na agricultura, é possível produzir mais com menos água, fertilizantes e pesticidas”, finaliza Arruda.

O Centro de Pesquisa em Genômica para Mudanças Climáticas (GCCRC) visa desenvolver tecnologias para aumentar a tolerância das plantas aos estresses impostos pelas mudanças climáticas globais. Resultado de uma parceria entre a Embrapa e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), o Centro é financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) por meio do programa Centros de Pesquisa em Engenharia. Está localizado em Campinas, no campus da Universidade.

Injustiça Climática – De acordo com o mais recente relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) da Organização das Nações Unidas (ONU) muitos dos impactos do aquecimento global são irreversíveis.

O IPCC alerta para um aumento da frequência das secas, que deve impactar a produção agrícola, a pesca tradicional, segurança alimentar e a saúde humana.

O relatório afirma que os eventos extremos já expuseram milhões de pessoas à insegurança alimentar e hídrica, sobretudo os mais vulneráveis. Embora seja um fenômeno global, a crise climática afeta as regiões de forma desproporcional e fatores como pobreza, desigualdade social, gênero, etnia acentuam os efeitos.

Os maiores impactos observados são na África, na América Latina, na Ásia e nos pequenos países insulares e no Ártico. Além disso, a mudança do clima retardou os ganhos de produtividade da agricultura mundial nos últimos 50 anos. A desnutrição aumentou, afetando principalmente idosos, crianças, mulheres grávidas e indígenas.

Fonte: Centro de Pesquisa em Genômica Aplicada às Mudanças Climáticas

 

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