Princípios norteadores

Para que o HIDS (HUB Internacional para o Desenvolvimento Sustentável) Unicamp se consolide como um projeto bem-sucedido, incorporando conceitos de cidade inteligente, é fundamental que seja exemplar na sua interação com o meio ambiente em todos os seus componentes: ar, terra, água, energia, flora e fauna.

A gestão da sustentabilidade em relação ao patrimônio ambiental do HIDS está calcada em dois conceitos distintos, mas complementares: o uso sustentável de recursos e a promoção da integridade ambiental.

  • O primeiro incorpora as práticas já consagradas nos últimos anos e que caracterizam os diferentes aspectos da economia verde, tais como o uso mais eficiente e racional dos recursos hídricos, a busca por energia limpa e com baixa emissão de carbono nos processos produtivos, a gestão de resíduos etc.
  • O segundo reflete-se no conjunto de medidas que induz o desenvolvimento, mas que preserva a capacidade do meio ambiente em reter suas comunidades naturais, não só impedindo o empobrecimento dessas, mas criando condições capazes de promover resiliência e crescimento na biodiversidade local.

Nosso compromisso com a Agenda 2030 das Nações Unidas vai além de um simples cumprimento formal de seus objetivos, mas expressa a convicção de que esses objetivos são relevantes e necessários para a transformação das nossas relações com as pessoas e o meio ambiente. Portanto, queremos que nossos parceiros empresariais e institucionais também adotem essa mesma perspectiva em seus projetos e iniciativas.

Esperamos que esses dois conceitos sejam contemplados nos projetos endereçados ao HIDS Unicamp. As propostas poderão estar relacionadas às três dimensões fundamentais dos 17 ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas) – ambiental, social e econômica – conforme seus objetivos e possíveis aplicações.

Em termos do plano de ocupação propriamente dita, consideramos que:

  • a cessão do espaço não é permanente; ela deve ser renovada periodicamente, a partir da aderência e dos resultados do projeto.
  • que seja estabelecido uso consciente, racional, compartilhado e parcimonioso do espaço, sem ociosidades e sem desperdícios, e com o mínimo impacto ambiental negativo.
  • que haja eficiência e sustentabilidade construtiva e energética.
  • que haja colaboração entre projetos e compartilhamento da infraestrutura (exploração das sinergias possíveis).
  • que haja disposição para abertura, transparência e permeabilidade para o entorno e a sociedade em geral (por exemplo, incluir espaços de fruição pública, áreas de exposição e acolhimento de grupos visitantes etc.).