Notícias

Parque Científico da Unicamp passa a ser membro da Associação Internacional de Parques

O Parque Científico e Tecnológico da Unicamp, acaba de se tornar membro da International Association of Science Parks and Areas of Innovation (Iasp).

Também conhecida como Associação Internacional de Parques Científicos e Áreas de Inovação, a organização sem fins lucrativos foi criada com o objetivo de coordenar gestores de unidades relacionadas ao tema.

O título de membro recém-adquirido permite ao Parque Científico da Unicamp integrar o amplo mapa de instituições participantes. No Brasil, há mais 15 entidades nesse quadro, incluindo parques científicos e tecnológicos de outras instituições de ciência e tecnologia (ICTs).

Parceria e expectativas para o Parque Científico da Unicamp

A parceria com o Parque Científico e Tecnológico da Unicamp foi firmada neste ano, após a Universidade ter participado da 40ª Conferência Mundial da Iasp. Marina Luciana da Silva Polozi, gerente de inovação e do administrativo da Agência de Inovação da Unicamp (Inova Unicamp), representou a agência no evento.

Na prática, a associação do Parque Científico da Unicamp à Iasp deve trazer benefícios em termos de visibilidade e de conexões futuras. Em consequência, espera-se que haja um aumento de oportunidades.

A parceria também poderá render frutos em termos de internacionalização. Isso porque, além de coordenar os parques, a Iasp também representa parques e áreas de inovação em fóruns e instituições internacionais.

Esse aspecto é destacado pela professora Ana Frattini, diretora-executiva da Inova Unicamp, órgão que gerencia o Parque Científico e Tecnológico da Unicamp.

“A associação do Parque à Iasp vem acompanhada de uma série de ações que estamos desenvolvendo para impulsionar as parcerias e fortalecer nossos laços com parceiros internacionais, com foco no empreendedorismo tecnológico característico das atividades do nosso Parque Científico”, comenta Frattini.

Iasp: conceito e atuação

Criada para coordenar uma rede atuante de gestores de parques de ciência, tecnologia e inovação, a Iasp conta com dois escritórios físicos: um principal, localizado em Málaga (Espanha), e uma filial, que se encontra em Pequim (China). O Conselho Administrativo da associação, contudo, amplia o leque geográfico de atuação dela ao incluir membros de 14 nacionalidades.

E mais: com a ajuda de diversos integrantes de seus quadros, a Iasp consegue estar presente em cerca de 80 países ao redor do mundo. Juntas, as unidades espalhadas pelo globo somam mais de 115 mil empresas e 350 membros, que se dividem entre plenos, afiliados e associados.

Dentre os serviços desempenhados pela Iasp e oferecidos aos membros, constam: Networking internacional; Ferramenta de análise de estratégia e desempenho; Canais de informação e partilha de conhecimento; Eventos para treinamento e consultoria.

Essas e outras frentes buscam estimular o fluxo de conhecimento entre universidades e empresas e também facilitar a comunicação entre elas. Ainda sobre a atuação da associação, vale mencionar o apoio a startups como forma de  facilitar a criação de novos negócios via incubação, spin-off e aceleração.

De modo geral, é possível dizer que as ações da Iasp vislumbram em seu escopo o estímulo a ambientes de fomento à cultura de inovação, criatividade e qualidade.

Parque Científico e Tecnológico da Unicamp

A novidade agregará visibilidade ao Parque Científico e Tecnológico da Unicamp, que conta com uma estrutura robusta e tem crescido ao longo dos últimos dez anos de operação.

A exemplo disso, é possível mencionar os números mais recentes, do Relatório Anual de 2022, indicando que o espaço reúne 44 empresas instaladas em sua área, de 350 mil metros quadrados, dos quais 100 mil metros quadrados de área construída.

Assim como tem acontecido com as iniciativas empreendedoras, o espaço físico do Parque Científico também deve expandir-se, com um projeto aprovado na Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) para construir uma nova área chamada de Vila de Startups. Com a obra, espera-se ampliar os negócios e passar a abrigar mais startups e empresas de base científica e tecnológica.

Matéria publicada originalmente no site da Inova Unicamp.